Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018
Polícia

Homens acusados de estupro de criança de seis anos estão sendo julgados em Itapajé no Ceará

Publicada em 04/12/18 às 17:04h - 480 visualizações

por Tribuna dos Vales com Informações de Maristela Gláucia


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José Gomes Ferreira, 40 anos e Leôncio Alves de Sousa, 45 anos estão sendo julgados por crime de estupro de vulnerável  (Foto: Divulgação )
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Os dois homens acusados pelo estupro de uma criança de seis anos em Itapajé, 125 quilômetros de Fortaleza, estão sentados no banco dos réus na tarde desta terça-feira (4) no Fórum Desembargador Virgilio Firmeza na cidade de Itapajé, região norte do Ceará. A vítima foi molestada dentro do banheiro do Colégio Patronato São José na cidade.

Entenda o caso – O crime foi descoberto do dia 29 de maio deste ano, quando o menino chegou da escola e disse à mãe que estava sentindo fortes dores, sem dizer o motivo. Após as investigações, a Polícia descobriu que os suspeitos José Gomes Ferreira, 40 anos e Leôncio Alves de Sousa, 45 anos, que trabalhavam como zeladores do Patronato São José eram os autores do crime.

José Gomes já respondia por ato obsceno em via pública em 2017, já Leôncio Alves foi preso em 1998 e 2013 por violência doméstica, ao serem reconhecidos pela criança, Jose Gomes confessou que o menino foi abusado quatro vezes, no banheiro da escola. A criança foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exames.

Relato

A repórter da TV Diário, Maristela Gláucia, conversou com a mãe da vítima. Ela contou como descobriu que o filho havia sido molestado. De início, a mãe achou que ele havia se machucado em uma queda na escola.

"Quando meu filho chegou da escola a primeira coisa que ele disse para mim quando desceu da van foi: mamãe tá doendo muito meu bumbum", disse.

Foi então que a mãe banhou a criança, passou pomada para assaduras e o colocou para dormir. Ao acordar, mãe é filho foram ao supermercado, porém o menino continuou a reclamar de dores no corpo.

No mesmo dia, antes de dormir, a mãe notou que o comportamento da criança havia mudado. Ela o abraçou e pediu para que ele confiasse nela e contasse o que tinha acontecido na escola. Foi então que a criança desabafou.

"Ele me abraçou nesse momento e começou a chorar", relatou a mãe.

Após descobrir que o filho havia sido estuprado, imediatamente contou ao marido e seguiram para o Conselho Tutelar do município, onde o filho prestou depoimento. A vítima contou que foi molestada por dois homens. Um deles trabalhava como zelador na escola.

"Eu fiquei arrasada porque foram dois cafajestes, dois monstros. Eles destruíram a vida do meu filho", conta ela, bastante emocionada.

Em seguida, a família prestou queixa e abriu um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil. A criança foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) de Sobral, onde passou por exames. Após isso, foi internado no Hospital Regional Norte. Ele foi medicado e iniciou o uso de coquetel, a fim de evitar doenças sexualmente transmissíveis.

"Foi muito triste e eu não pude chorar porque eu tinha que encorajar ele a continuar falando", conta.

A mãe conta que o comportamento do filho mudou desde então e que ele passou a tomar calmantes para conseguir dormir. No relato, ela também aponta a escola como responsável pelo acontecimento.

"O que eu fico mais triste é porque a gente deixou nosso filho na escola confiando que ele estaria bem, que ele estava seguro. E ele não tava. Como ninguém viu? Onde estavam?", destaca.

Após ouvir o depoimento do filho, a mãe acredita que outras crianças também passaram pela situação.

"Eu quero que essas mães que tiveram seus filhos molestados, que elas tenham coragem de denunciar. Quem fez isso tem que ser punido de todas as formas", pede.

A direção da Escola onde tudo aconteceu não se pronunciou sobre o caso. Os dois homens seguem presos e serão julgados.

Assista o vídeo da reportagem do Comando 22 na época do crime.




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