Domingo, 27 de Setembro de 2020
Ceará

Polícia Civil apreende cerca de R$ 1 milhão em bens durante operação contra organização criminosa no Ceará

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) divulgou, na manhã desta sexta-feira (24), o balanço da segunda fase da operação “Dominus” deflagrada em Fortaleza e no Interior Norte

Publicada em 25/07/20 às 09:04h - 25 visualizações

por Secretaria de Segurança Publica e Defesa Civil


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 (Foto: Tribuna dos Vales)

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) divulgou, na manhã desta sexta-feira (24), o balanço da segunda fase da operação “Dominus” deflagrada em Fortaleza e no Interior Norte, visando ao combate às organizações criminosas (orcrim) e à lavagem de dinheiro. Em torno de R$ 1 milhão em bens e duas armas de fogo foram apreendidos pelos investigadores, que cumpriram 16 mandados de busca e apreensão nessa quinta-feira (23). Três pessoas foram capturadas, sendo duas pessoas em Itapipoca e outra em Fortaleza.

As investigações que subsidiaram a ‘Dominus’ foram conduzidas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). A primeira etapa da operação ocorreu em 4 de janeiro de 2018, quando os policiais civis da Draco prenderam Francisco Talvane Teixeira (45), em Itapipoca, na Área Integrada de Segurança 17 (AIS 17) do Ceará. Na época, o homem era alvo da delegacia especializada sob suspeita de chefiar o tráfico de drogas no município. Talvane foi executado no dia 26 de abril de 2019, em Fortaleza, quando cumpria medida cautelar imposta pelo Poder Judiciário, deixando vaga a posição de chefia do grupo criminoso.

Em continuidade aos trabalhos policiais, a Draco focou na desarticulação do grupo de Talvane e nas prisões de pessoas que ascenderiam ao cargo de chefia após a sua morte. De posse de todos os indícios, os investigadores da Draco, com o apoio dos departamentos Técnico Operacional (DTO), de Polícia Judiciária Especializada (DPJE) e de Polícia Judiciária do Interior Norte (DPJI Norte), realizaram a segunda fase da ‘Dominus’ em quatro cidades: Fortaleza, Amontada, Bela Cruz e Itapipoca. Entre os presos, está o atual chefe do grupo.

“A operação teve como finalidade mapear o fluxo financeiro representado por Francisco Talvane, que movimentava uma quantia em dinheiro oriunda de crimes. Com a morte do chefe dessa organização criminosa, a Draco continuou as investigações para identificar a cadeia sucessória do grupo. Então, ontem, cumprimos os mandados de busca e apreensão em Fortaleza e na Região Norte, que resultaram nas apreensões de veículos de luxos dessa grande quantia em dinheiro e de outros bens”, explica o delegado geral da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), Marcus Rattacaso.

As equipes apreenderam mais de R$ 265 mil em espécie, três veículos de alto valor no mercado – um deles blindado; duas pistolas calibre 380, munições, relógios de luxo, além de computadores, celulares e outros objetos. Em Fortaleza, foram cumpridas decisões judiciais nos bairros Meireles (AIS 1), Bom Jardim (AIS 2), Granja Lisboa (AIS 2) e Manoel Dias Branco (AIS 10).

“Um dos veículos de luxo era blindado, o que representava uma maior segurança para quem o utilizava, que é justamente a pessoa investigada por ser o sucessor de Talvane. Não declinaremos os nomes, por enquanto, porque os fatos ainda estão sob investigação da Draco. Mas certamente novas operações serão deflagradas em momento oportuno a partir dos indícios colhidos nessa segunda fase”, destacou o delegado adjunto da Draco, Alisson Gomes.

Lavagem de dinheiro

O delegado geral, Marcus Rattacaso, explicou ainda a forma como as organizações criminosas agem para despistar os valores arrecadados por intermédio de práticas ilícitas. “A lavagem de dinheiro é feita de diversas formas por esses grupos. Seja por meio de automóveis de luxo e de patrimônios em geral, bem como a existência de dinheiro em espécie, como o apreendido durante a operação. Isso porque esses valores não deixam rastros contábeis”, explica.

A fala do delegado geral foi complementada pelo delegado Alisson Gomes, que destacou a importância da descapitalização da orcrim e a reversão desses bens para as forças de segurança do Estado. “Apuramos os crimes violentos de autoria do grupo, mas também investigamos o viés financeiro da organização criminosa, focando em seu desmantelamento e na reversão desses valores aos órgãos de segurança pública. Ou seja, para que esses bens, que antes serviam ao crime, passem a ser utilizados em seu combate pelas Polícias cearenses”, pontua.

         


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