Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019
Política

MPCE ajuíza ação de improbidade contra ex-gestores públicos de Quixeré

Segundo a Promotoria de Justiça, o vice-prefeito, na condição de irmão da responsável de fato da MAR das Chagas, tinha conhecimento do “conluio fraudulento”, e as duas sócias, embora não sejam servidoras públicas, participaram ativamente da empreitada

Publicada em 27/11/19 às 20:37h - 26 visualizações

por MPCE


Compartilhe
   

Link da Notícia:

 (Foto: Divulgação)

O Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio da Promotoria de Justiça de Quixeré, ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) por improbidade administrativa contra Carlos Dalberto Bandeira, vice-prefeito; José Roberto Lima, ex-secretário municipal de educação; Luzinete Bandeira, irmã de Dalberto e sócia-proprietária da empresa MAR das Chagas; e Maria Aline das Chagas, sócia-administradora desta mesma empresa. A ação é resultado de procedimento instaurado na Promotoria para apurar irregularidades na licitação e contratação de empresa para fornecer de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar.

Segundo a petição do MPCE, é notório que as duas sócias do empreendimento “estão juntas em uma empreitada, destinada a fraudar licitação e contratos referentes ao fornecimento de alimentos destinados à merenda escolar dos alunos do ensino infantil, fundamental e médio, junto à Secretaria de Educação do município de Quixeré”. No procedimento extrajudicial instaurado em 2015, averiguou-se que a licitação foi aberta em 2014 e quatro empresas concorreram, porém a Prefeitura já celebrava contratos com a empresa MAR das Chagas desde 2013, demonstrando uma continuidade de contratação.

Em relação aos valores dos contratos, em 2015, foi direcionado R$ 317.410,00 à empresa “MAR de Chagas” e R$ 311.428,00 para outra companhia, a “MC de Oliveira”. Maria Aline das Chagas constava como dona da “MAR Chagas”, mas logo foi notado que ela se tratava de “laranja”. Investigação do MPCE apontou que a verdadeira responsável seria Luzinete Bandeira, irmã do atual vice-prefeito de Quixeré. Por conta disto, ela tem acesso facilitado na administração pública.

Diante disso, o MPCE requer a condenação de José Roberto Lima, Carlos Dalberto Bandeira, Luzinete Bandeira e Maria Aline Chagas por descumprimento da Lei de Improbidade Administrativa. Dentre os outros pedidos, também foram solicitados: o bloqueio de bens dos requeridos; a condenação destes ao pagamento das custas processuais; a notificação para que eles ofereçam, caso queiram, manifestação preliminar; e a comunicação processual do prefeito de Quixeré no endereço funcional.

 




ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Deixe seu comentário!

Nome
Email
Comentário


Insira os caracteres no campo abaixo:








Nosso Whatsapp

 (88) 98151-4793

Visitas: 1061470
Usuários Online: 62
Copyright (c) 2019 - Tribuna dos Vales